Tag: Blog



26 Nov 09

Tava afim de criar aqui no blog, uma categoria/coluna onde fossem tratados de assuntos irreverentes, onde eu falasse o meu ponto de vista, muitas vezes desagradando a maioria, e em outras deixando um certo ponto de dúvida…

Porém, sou um cara meio tímido, sem muita criatividade.

- Tá hanson, e pq mesmo tu tá fazendo esse post então?!

Pois é, eu também não sei, só tava afim de fazer um post, daí resolvi “contar” a minha idéia de merda que não vai dar certo pra vocês…

Mas vamos que vamos… hahaha

irreverentePrimeira imagem encontrada com o termo “irreverente”…







16 Nov 09

Pois é pessoal, estamos participando do amigo oculto dos Blogs.

Tem um blog? Quer participar? Clica na imagem acima e entre nessa também…







7 Sep 09

Sei que é meio comprido o texto, mas as dicas valem a pena pra quem tem um blog, ou pra quem quer ter, então, ai vai:

Via: euemeuegogrande.com

Bom, alguns de vocês já devem saber que eu dei uma “palestra” no BlogCamp aqui no Rio, ontem. Foi uma palestra com bate-papo, onde muita gente participou. Mais ativamente, participaram a Ana Cláudia, do blog Futuro do Presente, o Caribé, do Entropia, e o Roney, do Meme de Carbono, que antes de ser contido pelos seguranças do evento com armas de eletrochoque ameaçava sequestrar o microfone e só parar de falar no Natal.E com a participação da galera, mais efetiva por parte destes que eu citei e de mais algumas que participaram menos, como a Renata Fern, dom Bem à Vontade, tudo correu muito bem e o pessoal gostou. Ou então não gostaram e mentiram. Enfim, foi bem bacana, as pessoas gostaram das minhas dicas e das baboseiras que eu disse. Mas, como eu não levei apresentação nem nada pra botar no projetor, vou tentar resumir aqui o que eu falei lá, pra quem quiser roubar, assinar, vender e ficar rico ler com mais calma, mandar pros amigos ou até mandar praquele blogueiro mala que vive te pedindo link. Bom, vamos lá:

1 – Título

Vou cometer uma ousadia. Vocês podem achar exagerado, mas pra mim, 80% do sucesso de um texto se deve ao título. Na internet então, esse percentual pode ser até maior. Em um jornal ou em uma revista, você já pagou por aquilo. Você vai ler mesmo que o título não agrade muito, porque você comprou aquela publicação e teria que fechar e pegar outra se não quisesse ler. Em um blog ou site, é só ir pra outro site e pronto, você perdeu o leitor em um simplrs alt + f4. O Nizan Guanaes tem uma frase que eu acho muito boa, na qual ele diz que “outdoor é chupa meu pau”. O que ele quis dizer foi que o outdoor é uma mídia rápida, curta, e se você não prender a atenção do leitor rápido, já era. Assim é o título. Se o cara não gostar do título, já era. Ele não vai ler seu texto, e você pode estragar um texto sensacional com um título ruim. O título tem que ser impactante, mas sem estragar a suspresa. Deve fazer o cara pensar “mas o que esse cara vai dizer?”, e não fazer o leitor, pelo título, já saber do que você vai falar e como você vai falar, porque aí ele vai embora.

Evite título auto-explicativos e simplistas, como “o problema do blabla”, “um casal blablabla” ou “o que eu penso sobre blablabla”. Uma dica que tive quando comecei a escrever e que sigo O TEMPO TODO, é de só escrever o título quando o texto tiver terminado. Isso ´ra mim é tão automático que não raro eu posto um texto sem título, e só me lembro de botar um depois. Vou botar aqui embaixo cinco exemplos de títulos meus que eu considero bons, e que são exemplos disso o que eu falei.

“Isso nunca me aconteceu antes”

“O Homem maduro e a Bunda”

“Campanha ‘Ajude um amigo veado a sair do armário’”

“Aqueles filhos da puta”

São títulos instigantes e que ao mesmo tempo não contam a história do texto antes. Vamos em frente.

2 – Suspense e surpresa – A teoria do Hitchcock

Antes de falar do assunto propriamente dito, vou explicar a vocês como o Hitchcock  definia suspense e surpresa. Imagina que tem duas pessoas jantando em um restaurante. Tem uma bomba debaixo da mesa. Você sabe que tem a bomba, eles dois não. A bomba vai explodir em dez minutos e, enquanto eles conversam, você vê a contagem regressiva. A bomba explode. Isto é suspense. Agora imagine um casal em um restaurante. eles estão conversando quando, de repente, uma bomba explode. Isso é surpresa. A relação disso com este tópico é que eu vejo muita gente por aí confundindo. O suspense prende o leitor, a surpresa liberta. O suspense faz o leitor querer ver como vai acabar, e a surpresa faz o leitor querer parar de ler para pensar no que acabou de acontecer.

Se o seu texto é sobre um casal diferente, que nunca daria certo, cujos pais se odeiam e um gosta de Fresno e o outro de música sacra, JAMAIS faça um título como “um casal diferente” ou “quem diria”. Porque já no título eu sei o que vai acontecer. E se eu já sei, por que eu ia ler? Se você vai, em um conto, fazer um final surpreendente, NUNCA faça nenhum movimento nessa direção durante o texto. Pelo contrário. Puxe a atenção do leitor para outras coisas, insinue que um deles ama outra pessoa ou algo assim. E nunca esqueça: o suspense prende o leitor, enquanto a surpresa liberta.

3 – Início, meio e fim

Pronto, o seu título fisgou o leitor. Ele já está lendo o seu texto. Isso quer dizer que ele vai ler até o final? N-Ã-O. Você tem, no máximo, seis linhas pra fazer ele ficar. É isso mesmo, seis linhas. em uma crônica, ou qualquer texto com mais de vinte linhas, a proporção é a seguinte: o início representa 40% do texto. O meio, 10%, e o final, 50%. O início deve ser muito bom. No meio, sustenta-se as idéias, pra no final deixar o leitor boquiaberto, pois assim ele volta, lê de novo e compra um Home Theater no banner do submarino no seu blogue. Se o incício for ruim, ele vai embora. Se o fim for ruim, ele não volta. Uma boa dica pro final é fazer um fechamento que remeta ao resto, mas sem ser lição de moral ou moral da história.

4 – Linguagem simples

É um erro comum de quem começa a escrever achar que uma linguagem rebuscada vai fazê-lo parecer culto e um bom escritor. Ledo e Ivo engano. Vai fazer você parecer um idiota que tenta esconder a falta de talento atrás de proparoxítonas e vozes passivas cheias de adjetivos. Se a sua linguagem natural for rebuscada, use. Se não for, não use. Simples assim. Na internet, o mérito de um texto é se comunicar com o leitor. Não é pra ixcreve axim, mas tente usar uma linguagem coloquial, bem próxima à linguagem verbal. Leia Verissimo, Stanislaw Ponte Preta, Millôr ou o Dapieve. É possível, sim, escrever bem e escrever de maneira simples, direta e objetiva. Deixe a pompa e as proparoxítonas pros poetas e pras croniquinhas do Bial no Big Brother. Escrever certo não significa escrever difícil. Lembre-se disso.

5 – Cotidiano / Identificação

O que faz uma pessoa gostar de um texto, com doze letras? Identificação. Simples assim. As pessoas lêem, repassam e entopem nossos emails somente com textos com os quais, de alguma maneira, elas se identificaram. Escreva sobre coisas cotidianas, coisas do dia-a-dia. A probabilidade de alguém gostar do seu texto sobre viagens de ônibus que inspiram textos é maior do que a dele gostar do seu texto sobre a clonagem da última tartaruga não sei o que das Ilhas Galápagos. A não ser que ele seja um cientista, porque vai se identificar. Se você ler os textos aí embaixo, vai ver que a imensa maioria dos comentários é de gente dizendo que aquilo também acontece com elas, que também já pensaram nisso ou que têm um amigo que já passou por isso. Identificação é um ingrediente mágico, abre os corações dos leitores e fazem eles pordoarem até viadagens como frases tipo “abrir o coração dos leitores”.

A identificação, além do que eu já disse, provoca uma coisa muito interessante e que pode decretar o seu fim: a reciprocidade. Pode parecer besteira, mas não é. Ler sobre um tema que lhe é comum faz você se sentir próximo do autor, uma pessoa que nem ele, que anda de ônibus, que se apaixona por amigas ou que tem preguiça de acordar cedo pra fazer exercício. E é muito mais fácil você ler alguém que é como você do que ler alguém que more em um castelo na França e faz chover…

6 – Inspiração é para amadores

Bom, nem precisava explicar. Inspiração é pra amadores. E poetas. Um escritor profissional – seja ele de livros, colunas ou de blogue – deve criar uma rotina para escrever. Criar o hábito. O Verissimo não se inspira duas vezes por semana pra escrever os textos pr’O Globo. Se você quer fazer de escrever o seu ganha pão, escreva. A qualquer hora, em qualquer lugar, com gente olhando, vendo jogo de futebol ou com uma mulher rebolando no seu colo. Se force a escrever, se dê temas, como tédio, amizade ou qualquer outro. Uma dica boa é uma artimanha que o Woody Allen usa, e que eu me apropriei também. Ele diz que, sempre que tem uma idéia, ele anota num papelzinho e joga em uma gaveta. Então, faça isso. Teve uma idéia? Tal situação dá um texto? Anota e guarda pra uma emergência, pra um branco. Brancos acontecem, mas é aí que alguém se prova um verdadeiro escritor. Quando você tem um branco e começa um texto do ZERO, inventando um tema na hora.  Faça exercícios, leia jornais e escreva sobre três notícias aleatórias. Pegue uma crônica de alguém e escreva uma com o mesmo tema. Claro, não publique, isso é feio. Mas vale como exercício.

Bom, pessoal, é isso. Essas foram as dicas que eu dei no BlogCamp, e eu espero que ajude vocês. Todas me ajudaram muito. Mas se não funcionar com você, não se sinta culpado. Deixe pra se sentir culpado quando eu ganhar um Nobel de Literatura. Aí você vai até poder dizer que me lia antes de eu ficar indecentemente rico, metido e inacessível, mas que eu devo ter dado pra alguém famoso, porque eu nem escrevia tão bem assim…





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